23 de fevereiro

Mc 4,27 E dormisse, e se levantasse de noite ou de dia, e a semente brotasse e crescesse, não sabendo ele como.
Mc 4,28 Porque a terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, por último o grão cheio na espiga.
Mc 4,29 E, quando já o fruto se mostra, mete-se-lhe logo a foice, porque está chegada a ceifa.
Mc 4,30 E dizia: A que assemelharemos o reino de Deus? ou com que parábola o representaremos?
Mc 4,31 É como um grão de mostarda, que, quando se semeia na terra, é a menor de todas as sementes que há na terra;
Mc 4,32 Mas, tendo sido semeado, cresce; e faz-se a maior de todas as hortaliças, e cria grandes ramos, de tal maneira que as aves do céu podem aninhar-se debaixo da sua sombra.
Mc 4,33 E com muitas parábolas tais lhes dirigia a palavra, segundo o que podiam compreender.
Mc 4,34 E sem parábolas nunca lhes falava; porém, tudo declarava em particular aos seus discípulos.
Mc 4,35 E, naquele dia, sendo já tarde, disse-lhes: Passemos para o outro lado.
Mc 4,36 E eles, deixando a multidão, o levaram consigo, assim como estava, no barco; e havia também com ele outros barquinhos.
Mc 4,37 E levantou-se grande temporal de vento, e subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia.
Mc 4,38 E ele estava na popa, dormindo sobre uma almofada, e despertaram-no, dizendo-lhe: Mestre, não se te dá que pereçamos?
Mc 4,39 E ele, despertando, repreendeu o vento, e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande bonança.
Mc 4,40 E disse-lhes: Por que estais tão temerosos? Como não tendes fé?
Mc 4,41 E sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: Mas quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem?
Mc 5,1 E CHEGARAM ao outro lado do mar, à província dos gadarenos.
Mc 5,2 E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com espírito imundo;
Mc 5,3 O qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com cadeias o podia alguém prender;
Mc 5,4 Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões em migalhas, e ninguém o podia amansar.
Mc 5,5 E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulcros, e ferindo-se com pedras.
Mc 5,6 E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o.
Mc 5,7 E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? conjuro-te por Deus que não me atormentes.
Mc 5,8 (Porque lhe dizia: Sai deste homem, espírito imundo.)
Mc 5,9 E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Legião é o meu nome, porque somos muitos.
Mc 5,10 E rogava-lhe muito que os não enviasse para fora daquela província.

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